A atriz e arte educadora Mariana, que foi agredida na estação Butantã do metrô de São Paulo no dia 18 de outubro, obteve uma medida protetiva contra o empresário Diogo Freire Estevão, identificado como autor do ataque. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (7/11).
O caso ganhou repercussão depois que Mariana relatou a agressão em vídeo nas redes sociais, em 21 de outubro. Ela contou que esperava um carro de aplicativo para voltar para casa, usando uma camisa vermelha, quando foi abordada por um casal que fazia comentários sobre a vestimenta.
Segundo o relato da vítima, o homem começou a proferir ofensas e a questionar sua aparência. «Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos», disse Mariana, que afirmou nunca ter visto as pessoas antes.
Ainda de acordo com ela, a situação escalou quando o homem se aproximou de forma agressiva. «Meu instinto foi empurrar ele, e foi quando ele partiu pra cima de mim e começou a desferir socos em mim. Acertou a minha cabeça e meu rosto», relatou. Mariana só foi acolhida por algumas mulheres que presenciaram a cena, incluindo uma que gravou o vídeo que viralizou.
A atriz também afirmou que foi atacada pela esposa do empresário, Leda, que teria puxado seus dreads. «De repente a mulher começou a puxar meus dreads para arrancar. Só que os dreads são o meu cabelo. Isso dói muito», contou.
De acordo com Mariana, apesar da presença de dois policiais militares no local, ninguém interveio e o agressor foi liberado sem ser contido. A Polícia Militar não registrou o nome dele, que só foi identificado porque a agressão foi filmada e o caso teve ampla divulgação.
Diogo Freire Estevão é dono de uma empresa de logística em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. Na mesma semana da agressão, a Justiça já havia concedido uma medida protetiva a favor de outra mulher que ele teria ameaçado de morte, conforme revelado pela coluna de Demétrio Vecchioli.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que um ato político pró-Flávio Bolsonaro foi realizado na Avenida Paulista. A camisa vermelha usada por Mariana teria motivado a abordagem, segundo o relato da vítima.
A medida protetiva representa um respaldo legal para a atriz, que agora poderá contar com instrumentos jurídicos para se proteger de novas aproximações do agressor. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
Procurada, a Polícia Militar não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/mulher-agredida-por-empresario-bolsonarista-no-metro-obtem-medida-protetiva

